Dúvidas permeiam minha mente
Medos dominam minha alma
Eu só queria reaver aquela paz
Eu só queria reaver aquele ser
A insegurança obscurece soluções
O conformismo ignora o panorama
Daquilo que me destrói
Daquilo que me possui
Os passos, pesados, pareciam pecados
Os caminhos, trilhados, teimavam errar
Tudo o que é prático
Nunca me levou a lugar algum
O que eu tenho a perder?
O que eu tenho a ganhar?
A profundidade de um primeiro corte
É medida por de trás de uma venda
Mas ele não é o primeiro
Mas ele não é o mais profundo
É conseqüência, inconseqüente, dos que vieram depois...
O claro, cercado, cedia cansado
O coração, exautado, queria amar
A máxima lucidez não se atinge de um dia para o outro
Mas é vendida em caixinhas nas farmácias
Por um preço que pode lhe custar a vida...
De trabalho duro, é claro.
Mesmo assim, quando chegar a hora,
Minhas pernas irão ceder
Ao peso do cronômetro invisível
Que rege a minha vida
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Obs: "repostando" um poema antigo, por seu valor emocional...