terça-feira, 14 de setembro de 2010

Males



Para cada pessoa, deve haver um male com o qual ela precisa conviver. Há quem tenha azia, há quem tenha bronquite, dor nas costas, asma, gastrite, refluxo, etc. Para mim, em algum lugar deve estar escrito a ferro e fogo: enxaqueca. Enxaqueca é a minha sina, o meu mal totalmente desnecessário, a minha rotina. E o pior é que sequer posso afirmar com segurança a procedência exata dessas dores exruciantes na cabeça, mais precisamente do lado esquerdo.

Tem se tornado comum eu ser chamada de hiponcodriaca, como se vivesse procurando doença apenas por visitar um médico ou outro. Primeiramente, manifesto meu sentimento de injustiça em relação a isso. Parece mania nacional, procurar especialista quando já estivermos nos arrebentando de dor por aí, quase um atestado de mártir: "fulana tem dores no joelho a 20 anos, já", "delcrana sofre de gastrite, coitada...". Sinto discordar, pois não há nada de heróico em postergar uma consulta médica, em prolongar dor ou em sofrer com doenças crônicas. Prefiro muito mais prevenir e tentar entender aquilo que meu corpo talvez esteja querendo me dizer.

Digo isso porque, na maioria das vezes, não consigo desvendar os sinais. Tenho dificuldade em entender por que às vezes fico tonta, ou por que minha pressão cai, fico enjoada, sem voz, com a boca seca, etc. E necessito entender, mesmo que para isso custe meu tempo, paciência e dinheiro, quero meus mistérios físicos revelados. Prefiro antes um nome de doença à dor anônima.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Sabe?

Não vejo como falar de outro modo senão com o coração, pois, mesmo sendo irracional, se falassemos de outra forma, nada seria real.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Blusões de escola


Quem nunca teve um daqueles blusões de escola?

Que tem aquele calor, no qual você se sente intacta. Impossível alguém lhe fazer mal quando se veste o blusão da escola.

Guardado com tanto esmero, é um escudo protetor, uma máquina do tempo, que te transporta para uma época na qual a vida era mais fácil, os amigos mais frequentes...

Para uma época na qual você era menos um número e mais uma possibilidade, uma esperança.

Eu guardo meu blusão da escola. Com ele puxo as mangas e me faço um ninho.

sábado, 3 de julho de 2010

E quem acha graça em tudo?


Admiro quem acha graça em tudo, mas também acho que quem acha graça em tudo não se encanta, se engana.

Desconfio sinceramente de tamanha descontração. Acho quase perigosa.

Quem acha graça em tudo deve ser no fundo um mar de amargura disfarçada de humor.

Ou um mar de tolerância.

Quem sabe?

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Inverno


Eu subestimo o inverno com meus poucos agasalhos, sou singela com o frio.

Creative Commons