sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Apolíticos


No momento, estou quase preferindo uma sociedade de apolíticos à esta de manipulados.O que? Você acredita que "analfabetos políticos" são mais manipuláveis? Tem certeza? Hoje eu sinceramente não acredito nisso. Acredito sim que, na realidade, as pessoas mais manipuladas são as que se norteiam através de uma escolha partidária. E aquelas "ignorantes"de política, na realidade, são capazes de enxergar uma situação com mais clareza, sem as lentes dos interesses de um partido.

É claro, qualquer generalização é burra. Só estou tentando dizer que eu, com a pouca afinidade política que tenho, justamente por isso sou capaz de enxergar o sofrimento humano por trás de uma ação. Sou capaz de enxergar que NADA justifica a agressividade dos políciais militares contra os estudantes da USP, que existem meios mais civilizados para argumentar, que eu entendo que os PMs se arriscam todos os dias por um salário miserável... Entendo tudo isso. E exatamente por isso não vou chamar os estudantes da USP de baderneiros rebeldes sem causa nem os PMs e a coordenação da USP de ditadores truculentos e retrógrados. Essa não é a questão.

Só isso.

domingo, 6 de novembro de 2011

Heróis


Meus heróis não morreram de overdose. Não são dotados de super-poderes. Meus heróis não batalharam em guerras. Não apagaram incêndios. Não apareceram numa história em quadrinhos. Não usam disfarces. Não derrotaram criaturas míticas.


Mas meus heróis me salvam todos os dias. E diante disso, eu sinto muito, mas minhas palavras se perdem. Não ouso sequer descrever o que representa isso. Nenhuma palavra traduz.

sábado, 5 de novembro de 2011

Estado de latência



Me sinto latente em mim mesma.


sexta-feira, 4 de novembro de 2011





"Tentaram me fazer acreditar que o amor não existe e que sonhos estão fora de moda. Cavaram um buraco bem fundo e tentaram enterrar todos os meus desejos, um a um, como fizeram com os deles. Mas como menina-teimosa que sou, ainda insisto em desentortar os caminhos. Em construir castelos sem pensar nos ventos. Em buscar verdades enquanto elas tentam fugir de mim. A manter meu buquê de sorrisos no rosto, sem perder a vontade de antes. Porque aprendi, que a vida, apesar de bruta, é meio mágica. Dá sempre pra tirar um coelho da cartola.
E lá vou eu, nas minhas tentativas, às vezes meio cegas, às vezes meio burras, tentar acertar os passos. Sem me preocupar se a próxima etapa será o tombo ou o voo. Eu sei que vou. Insisto na caminhada. O que não dá é pra ficar parado. Se amanhã o que eu sonhei não for bem aquilo, eu tiro um arco-íris da cartola. E refaço. Colo. Pinto e bordo. Porque a força de dentro é maior. Maior que todo mal que existe no mundo. Maior que todos os ventos contrários. É maior porque é do bem. E nisso, sim, acredito até o fim.

O destino da felicidade, me foi traçado no berço."
(Caio Fernando Abreu)

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Lembranças dos tempos de escola


Com certa frequência me ocorre lembranças do meu período escolar. Não sei dizer o que me conduz a isso, mas este tipo de reflexão me permite entender alguns aspectos sobre mim. Ou me levam a alguma conclusão, que só poderia chegar com uma análise mais distanciada e com a experiência dos anos. Ou me enchem de revolta e tristeza.

Hoje, por exemplo, lembrei de um episódio que ocorreu quando estava na 4ª série. A professora pediu para que, de um em um, contássemos algo que gostaríamos que fosse diferente nas nossas vidas. Algo assim. E eu lembro de ter compartilhado que eu gostaria que me chamassem para lanchar junto no recreio. 

E chamaram. A Michelle me chamou e eu me senti, de repente, muito querida. Foi especial para mim.

Mas no dia seguinte em diante me vi abandonada novamente.

Eu sinto simpatia, embora magoada, por aqueles que falharam em me fazer feliz. Mas não consigo perdoar aqueles que falharam em me ajudar, quando estive mais vulnerável.

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