sábado, 13 de agosto de 2016



Ando pensando naqueles tempos em que tudo era mais difícil. Jovens apaixonados em tempos de guerra, ou mesmo em tempos de paz, ficavam meses sem se ver, precisavam se comunicar por cartas e olhe lá. Quão ardentes não eram essas paixões, esses amores impossíveis?
Hoje com tudo ao alcance de um clique, ninguém mais se dá ao trabalho, ninguém valoriza. Vivemos mesmo em tempos de amores líquidos, tudo descartável. E as pessoas têm tempo, hein? Ô se tem...
Tempo de sobra para não ver amigos, não falar com a família, dispensar aquele abraço, postergar aquele beijo... Não aceito isso, não existe futuro, só presente. Não tenho tempo a perder. Sou faminta, não sei ser requentada em banho maria, já entro na panela fervente e viro logo vapor.

Sofri uma queimadura no peito, bem onde já estava doendo. Estava doendo tanto que pegou fogo quando entrou em contato com a manta. Estava doendo tanto que sequer consegui perceber que a dor era externa, não interna, tão imersa estava neste sentimento. O que doía por dentro passou a doer mais e foi para fora. A dor deste coração que não escolhe, apenas ama sem querer e não recebe amor de volta. E dói, se contorce, grita, sangra, agoniza, queima.

domingo, 31 de julho de 2016

Mudar


Eu sou uma pessoa bem diferente do que eu pensava que fosse. Quem eu sou fugiu completamente do meu controle. E estou tentando lidar com erros inéditos e me desapegar da necessidade constante de agradar as pessoas, custe o que custar. Eu sou quem eu sou, se alguém tem algum problema com isso, não é da minha conta.


Talvez seja uma surpresa para as pessoas, mas eu não sou aquela imagem estática que eu mesma achei ser durante tanto tempo. Um ideal fantasioso de mim. Eu mudo o tempo inteiro, influenciada pelas situações, pelas pessoas, pelos meus pensamentos e minhas emoções. Eu simplesmente não posso mais tentar corresponder a este modelo plano e falso, não posso continuar lutando contra a natureza e me martirizando caso não interprete bem este papel para mim mesma e para os outros.

A verdade é que eu tenho medo de ser rejeitada, abandonada e, por todos os lados, vejo esta expectativa silenciosa, esta análise e também um pouco de julgamento, pelo qual as pessoas tentam decidir se vale a pena continuar ao meu lado ou não. Entretanto, no fundo tudo pode não passar de paranoia, no fundo ninguém presta tanta atenção assim, eu acho.

Deste modo, vou continuar vivendo e abraçando as minhas mudanças da melhor forma possível. Vou continuar observando meus pensamentos e minhas emoções, porque sei o quanto isso é importante para se viver feliz, mas não por causa de outras pessoas.

sábado, 30 de julho de 2016

Amor imprestável


Um amor inútil e uma saudade pentelha.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Superação...


... Exige uma concentração absoluta e fazer cada coisa exageradamente devagar.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

Sobre Julgamento e Autoengano



Tirar sarro de alguém feio não te faz mais bonito. Rir de uma pessoa obtusa não te faz mais inteligente. Rebaixar e esnobar os outros não te faz mais ilustre e importante. 
A verdadeira nobreza está em ser gentil com o próximo, nutrir sentimentos de empatia e carinho.

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