segunda-feira, 22 de julho de 2013

Coisas que acontecem ou deveriam acontecer


"Aquilo é para ser." 

"O que é meu está guardado!"

"Isso não era para acontecer agora."

"Cada coisa tem o seu tempo certo."

"Se não é feliz, é porque ainda não é o final."

"A vida não dá ponto sem nó!"

"Deus escreve certo por linhas tortas."


E por aí vai.

É engraçado pensar em destino. Reconfortante, de certa forma. Como se o Universo estivesse de fato conspirando para o seu sucesso e lá na frente você fosse receber a "recompensa" pelos caminhos perniciosos. 

Ou conspirando pelo seu fracasso e, após trancos e barrancos, só restasse um precipício.

E você pudesse esperar bem sentadinho e confortável por isso, porque a sua vida já está encaminhada.

Estou aqui pensando nos prós e contras dos caminhos...

Por um lado, eu penso que algo definitivamente não deveria ter ocorrido na minha vida, que não era para ter sido daquela forma e sim de outra mais alinhada com o que eu entendo por experiências produtivas e positivas.

Por exemplo: não era para eu ter feito faculdade de Audiovisual no Senac. Não era para isso ter acontecido, simplesmente.

Eu ainda estou convicta de que a minha vida acadêmica deveria ter sido uma experiência estimulante, na qual eu sentisse estar pensando em coisas inspiradoras e fundamentais, fazendo parte de algo importante, construindo um caminho de jovial e engajado sucesso.

Ao invés disso me vi num ambiente hostil, competitivo, alucinado e incoerente, que, silenciosamente, foi roubando pedacinhos de alma e arrancando pontos de feridas já quase cicatrizadas.

Uma amostra do mundo real?

Talvez.

Mas não era a experiência que eu gostaria de ter tido.

Não eram as pessoas que eu gostaria de ter conhecido.

Queria ter me rodeado de um mundo mais livre, de gente mais aberta... Queria ter tido mais sede pelo saber!

Por outro lado, se eu não tivesse entrado no Senac, não teria conhecido o Rafael, quem hoje me enche de afeto, me faz esta companhia tão boa, me apoia em todos os momentos e me permite ser espontânea.

Mas se eu não tivesse conhecido o Rafael, talvez teria me poupado algumas lágrimas de brigas.

Ou não, porque poderia ter continuado o namoro desequilibrado de antes e ter chorado o triplo de lágrimas.

Ou quem sabe também não, porque poderia ter entrado em alguma universidade em outra cidade e teríamos rompido de uma forma ou de outra.


...

...

Acho que nunca vou saber, né?

Se as coisas acontecem por acaso ou se acontecem por destino ou sincronicidade...

Se as coisas deveriam ser de um jeito, mas são de outro...

E ninguém me garante se o jeito de agora está com certeza melhor do que muitas outras possibilidades descartadas pelos mais diversos detalhes e eventos, dos mais ínfimos aos mais grandiosos.

Se o que eu julgo ser melhor para mim na verdade não é por uma série de motivos, muitos dos quais desconheço.

Talvez seja mesmo o caso de receber com gratidão tudo o que  estiver na nossa vida, tanto as partes boas quanto as partes más, porque, na verdade, tudo tem um lado bom e um lado ruim e nada garante que depois as coisas vão ficar perfeitas exatamente como gostaríamos.

Aliás.

Em tempo: na verdade as coisas nunca foram perfeitas, nem antes e nem durante o Senac. E nem serão depois, não do ponto de vista objetivo.

Sou eu é quem deve estar alimentando uma vaga esperança de que, passada um fase, outra melhor virá e está lá guardadinha me esperando.

Opa.


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